Assisti como fiel súdita ao show do Rei no domingo à noite na Globo. Ele estava ótimo, como sempre. O Theatro Municipal estava com um cenário global, de gosto duvidoso. O Rei mandou bem no “se chorei ou se sofri, o importante é que emoções eu vivi”. E finalmente começou o desfile de divas.
Ivete Sangalo foi a primeira, já chegou cantando os botões da “brusa” e segurando a barriguinha de grávida. Não foi implicância não. Ela cantou “brusa”. Eu ouvi muito bem. E lembrei que amava quando o Didi cantava as músicas do Rei. Deveria estar ali, de peruca, batom passado de qualquer jeito na boca, meia fina rasgada e tropeçando num salto alto à la Carmen Miranda.
Daí veio a Claudia Leitte ou a Ana Carolina, não me lembro. Eu estava na cozinha e, de longe, achei que era Zizi Possi cantando. Me enganei! Era a Luiza, sua filha, com timbre igual, mas um pouco mais suave que o da mãe. Bacana.
Eu estava bem feliz e emocionada ouvindo aquele monte de cantora, cada uma de uma geração, com estilo diferente, quando a Alcione chegou. Ulalá! E já chegou, chegando, cantando “Sua Estupidez”. “Meu bem, meu bem…” Eu estava lá, comendo meio margherita meio atum, achando tudo meio brega meio legal pra caramba, quando liguei o senso crítico: onde estavam a Gal e a Bethânia? Sem dúvida, duas das melhores intérpretes do Rei. E a Rita Lee? Não foi?
Daí apareceu a Sangalo de novo. Não adianta, não gosto das interpretações dela. E ao final descubro que Marina, Adriana Calcanhoto, Rosemary (poxa! A grande amiga do Rei!), Paula Toller, Mart’nália (que eu adoro!) e Celine Imbert também estavam lá, mas não mostraram suas apresentações individuais. Ê Globo. Sempre uma pisada na bola.
Daí hoje, veio a explicação na coluna da Mônica Bergamo, que reproduzo aqui:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq0206200907.htm
CORTADAS DO SHOW DO REI
O cantor Roberto Carlos está chateado. Pediu à Globo que não cortasse nenhuma das 20 estrelas na exibição do show “Elas Cantam Roberto”, anteontem.
Mas Marina Lima, Adriana Calcanhotto, Paula Toller, Mart’nália, Rosemary e Celine Imbert tiveram suas apresentações solo suprimidas. Só apareceram no final do especial, em número coletivo, com um ou dois versos cada uma.
REI NA LINHA
O Rei telefonou para Mariozinho Meirelles, diretor da Globo, para sugerir que reduzissem seu espaço no especial, em músicas que cantou sozinho. A emissora diz que usou “critérios artísticos” na edição, que teve dois números solo inteiros de Ivete Sangalo.
SÓ AS GLOBAIS
Houve descontentamento entre as cantoras. “Claro que a gente não fica contente. Poderiam ter feito uma edição que colocasse todo mundo”, diz Rosemary. “É claro que fiquei triste de não ser selecionada, mas a Globo escolheu o que ela considerou melhor para o especial”, diz Marina Lima. “Só entraram as globais. A Ivete apareceu duas vezes sem necessidade e a Sandy, que nem está na mídia mas foi queridinha da Globo durante muito tempo, também foi mostrada”, diz a empresária de uma das cantoras cortadas.


Oi Ana!
Achei o texto do ‘litro de leite’ muiiiito bom!
Vou sempre passar por aqui…
A propósito, o João é um fofo!
Um abraço
Adorei seus textos, “o litro de leite” é fantástico, explicou muita coisa…rs
E sobre o Rei, fiquei estática porque tinha acabado e nada das cantoras que eu realmente queria muito ouvir cantar… dispenso a Ivete… Niguém merece duas com ela.
Abraço!
Olá!
Achei bem legal o seu blog! E gostei bastante dos seus textos. Esse, especialmente, expressa toda a minha insatisfação com a preferência de Ivete Sangalo, Cláudia Leitte e todas as que não convencem como cantora.
Saturou!
Um grande abraço!