Gotinhas

Era a única no mundo que conseguia chorar ouvindo aquela música. Pudera. Não era a música. Mas ele estava ali esgarniçando no som do escritório. E ali ele era dela. Só dela. Como ela sempre sonhou. Mas ele era de tanta gente, que dava desgosto pensar. E ela tava tão no final da fila, que qualquer ponta de esperança ia embora. Tanta gente já tinha vindo depois, ficado, esperado e desistido. E ela sempre ali vendo outros tantos chegarem e irem embora, e ela esperando. Também não era de todo injusto. Tinha alguma coisa na sua garganta que a impedia de falar qualquer coisa que fosse minimamente pessoal. Covarde, covarde. Escuta a música. É pra rir, não é? Mas veja as gotinhas aqui.  

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