I do

Era pra ser um dia comum, mais um daqueles que a gente risca do calendário e nunca mais vai lembrar que existiu. Nenhum aniversário nem acontecimento importante marcariam aquela data. Quando de repente ela ouviu um barulhinho agudo dentro da sua cabeça. Click. Ficou procurando no cabelo se alguma presilha ou elástico tinha estourado, mas não. O sonzinho ficou reverberando no ouvido. Incômodo feito mosquito. Daí o coração apertou. Ela leu aquele nome. Sentiu uma nhaca, um desprezo, um sei-lá-o-que que associado a tantos outros sei-lás-o-que explicou aquele click. Era isso. Ela finalmente tinha aceito que tinha passado. Bateu a cabeça, levantou e não sentia mais nada. Procurou uma lembrança aqui. Água. Outra ali, e nada. Revirou aquelas gavetinhas que ficam no fundo da memória, e também nada. Ué. Passou? Assim, feito mágica? Passou! Tá bom. Eu aceito.

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