Dúvida

Foi bem difícil começar o dia de hoje… Horas revirando a internet sem ter saído da cama. Delirando com prováveis situações, ora reagindo bem ora reagindo muito mal. Depois de mais de uma hora nesse lenga-lenga auto-destrutivo, João acordou, me chamou e me tirou desse transe. Ufa!

O dia foi angustiante. Uma vontade constante de chorar, de desacreditar na minha própria capacidade de ir em frente. Foi um dia duro mesmo, mas tenho dúvida, agora que ele está chegando ao fim, se ele foi de todo ruim. Porque talvez tenha sido o dia mais equilibrado, dentro dessas idas e vindas, e foi quando precisei me manter mais alerta com minhas reações. Não deixar deslizar muito entre o extremo positivo e o negativo.

Encarei algumas conversas que me fariam chorar. Fiz piadas ácidas, de gosto duvidoso. Estava bem armada e insegura.

Mas cheguei a algumas conclusões interessantes, que pensei até em anotar para a próxima terapia. Mas que basicamente, esse não é um texto de suspense e o objetivo é me expor, consegui vislumbrar porque mudei meu comportamento. A relevância que o fato ganhou me trouxe um sentimento que eu não tinha antes, pelo menos não tão intenso. Me fez duvidar se realmente sinto tudo com tanta intensidade ou estou exagerando porque estou com o orgulho ferido. E acabo reagindo muito mal, me fazendo de vítima, me sentindo humilhada e rejeitada. Não sei, estou em dúvida. E insegura.

PS: é isso! sempre achar que está errada quando faz algo diferente do “considerado certo pela sociedade”. Esse texto aqui é sobre isso: https://publicaveis.wordpress.com/2012/02/13/whitney-dies-at-48/

Dia de euforia

Hoje foi bom, claro que depois de 4 dias sem fazer uma refeição corretamente e perder 1,5 kg, eu prefiro esse estado que o anterior.

Falei de mim demais. Procurei amigos para os quais jamais pensaria em contar intimidades e trabalhei para me libertar de algumas amarras, preconceitos e besteiras que me assombram.

Quem sabe dá para tirar proveito dos dias assim para fazer coisas que não tenho coragem nos outros dias… vai saber crio uma lista de coisas para fazer em dias IN e coisas dos dias OUT…

Só sei que o dia foi melhor que os outros. E gostaria sempre de me sentir assim.

Estava prestes a escrever “e como faz?”. Mas acho melhor terminar com esse desejo: gostaria que sempre fosse assim. Ou melhor: vou me esforçar para sempre ser assim. Um pouco menos intenso, talvez… ou menos verborrágico, mas feliz.

:))

Transtorno afetivo bipolar tipo 2

Hoje, após cinco anos de encontros periódicos com minha psiquiatra, descobri que não tenho depressão, como sempre entendi ser o meu problema que me fazia ir a cada 3 meses até seu consultório.

Ao ligar para a terapeuta e me encaminhar, ela soltou o diagnóstico mágico: ela é uma paciente muito querida, com transtorno afetivo bipolar tipo 2 bem leve, e seria ótimo para ela conversar com você.

Uau! Eu sou bipolar. Sempre soube que sou, aliás vários textos aqui neste blog mostram como meus sentimentos são sempre extremos, para o bem e para o mal, da alegria à tristeza em questão de segundos. Uma montanha russa, como define bem um dos primeiros textos que li, logo após a saída do consultório, na internet.

E porque lembrei tanto das coisas que escrevi aqui, em momentos tão complexos, é que resolvi voltar ao blog. Escrever esses contos de desabafo sempre funcionaram como uma ótima auto-análise. Tenho dificuldade em prever minhas reações. E a escrita, me obriga a entendê-las. Por isso vou falar disso agora para mim mesma. E o canal vai ser esse aqui. Publicáveis.

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Textos bipolares:

As boas filhas a casa tornam

A três

A Guerra Fria acabou ou Big Loira, go home!

O dia em que a princesa caiu na lama